235 anos da morte do Fundador

Apesar de somente amanhã, dia 19 de Outubro, celebrarmos a Festa litúrgica do nosso Santo Pai Fundador S. Paulo da Cruz, comemoramos hoje 235 anos da sua morte.

Transcrevemos aqui o relato da sua morte, escrito pelo passionista Adolfo Lippi, apartir de documentos, dos anais e dos testemunhos.

“Na quarta-feira, dia 18 de Outubro de 1775, pouco antes do almoço, chegou o bispo passionista Struzzieri à Casa Passionista Santos João e Paulo, em Roma, e quis visitá-lo imediatamente. Paulo destapou a cabeça e quis beijar-lhe a mão, mas foi o bispo quem lhe beijou a sua. Paulo preocupou-se imediatamente de que o bispo e os seus companheiros pudessem tomar algo e descansar da viagem. Uma hora depois, chamou o irmão Bartolomeu e disse-lhe: «Faça-me vir o padre João Maria Cioni, para que me assista na minha agonia; irei morrer brevemente». Os presentes tratavam de convence-lo de que não estava tão grave. Mas ele insistiu: «Morro satisfeito para fazer a santíssima vontade de Deus… as minhas esperanças estão postas na paixão santíssima de Jesus Cristo e nas dores de Maria Santíssima».
Depois das vésperas reuniu-se no seu quarto toda a comunidade. Recordando os seus desejos, vestiram-no com o hábito da paixão e pôs-se-lhe uma corda ao pescoço dizendo que morria in cinere et cilicio, como ele tinha desejado sempre. O padre José Vigna recordava mais tarde: «O moribundo servo de Deus continuava no entanto, com o rosto alegre, sem qualquer perturbação, com olhos postos no crucifixo, quando, na presença de todos, de improviso, voltou o seu rosto para o céu, sorridente, e, elevando as mãos que tinha tido imóveis sobre o peito, moveu-as três ou quatro vezes como para dizer: Apartai-vos, apartai-vos. Em seguida, fazia com elas sinais para convidar a alguma grande personagem e como dizendo: Vinde, vinde».
Leu-se a paixão segundo São João, leitura que o moribundo manifestou agradecer muito. Meia hora antes de expirar, o bispo Struzzieri disse-lhe: «Padre Paulo, no paraíso recorde-se da pobre congregação pelo qual tanto trabalhou e de todos nós seus pobres filhos». Paulo fez sinal com particular fervor de que assim o faria. Logo, fechou os olhos e, às 16.45h do dia 18 de Outubro de 1775, expirou.”

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