236 anos da morte do Fundador

Foi há 236 anos, uma quarta-feira, que, em Roma, partiu para o Banquete Celeste o nosso Fundador e Pai Espiritual, S. Paulo da Cruz…

Era o dia 18 de Outubro de 1775.

Antes da hora de almoço, Paulo da Cruz chamou o irmão Bartolomeu e disse: “chama o P. João Maria, para que me assista na agonia, pois vou morrer agora”. E disse ainda: “morro feliz por ter feito a vontade de Deus. A minha esperança está na Paixão de Jesus e nas dores de Maria Santíssima.

Depois de rezarem vésperas, a Comunidade reuniu-se no seu quarto. O P. José Vigna testemunha este momento assim: “o moribundo servo de Deus, seguia com o rosto alegre, sem perturbação, com os olhos fixos no crucifixo quando, na presença de todos, de improviso, voltou o seu rosto e os olhos para o céu, sorridente e com as mãos elevadas (…) Todos se comoveram.

Nessa tarde leu-se a Paixão de Jesus segundo São João, algo que Paulo da Cruz agradeceu muito. Meia hora antes de morrer, o P. Tomás Struzzieri disse-lhe: “Padre Paulo, no paraíso não se esqueça desta pobre Congregação pela qual tanto trabalhou, e de todos os seus filhos”. Paulo indicou que entendeu o pedido e que assim faria.

Eram 16h45 quando partia para o abraço do Pai.

O cardeal Fratrini comunicou a morte de Paulo da Cruz ao Papa, que se ofereceu para pagar o caixão de chumbo e a sepultura. O cadáver foi colocado sobre uma tábua, aspergida com cinza. Os religiosos velaram durante uma parte da noite.

Na manhã do dia 19, antes do amanhecer, estava a chover. Uma grande multidão de romanos queria entrar na Basílica de São João e Paulo para verem pela última vez o santo. O povo aproximava-se do cadáver e beijava-o. Os Religiosos tiveram de cortar pedacinhos do hábito de Paulo da Cruz para oferecer aos muitos que pediam uma última recordação daquele grande Passionista.

Poucos dias depois da sua morte, muitas pessoas já relatavam graças recebidas por intercessão do Pe. Paulo da Cruz. (P. Adolfo Lippi, CP)

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