A cruz de Jesus revela-nos o verdadeiro rosto de Deus

“Se não acreditardes que ‘Eu sou’, morrereis nos vossos pecados.” (Jo 8, 24)

Que importância tem Cristo nas nossas vidas? O que seria diferente nas nossas existências se não acreditássemos em Jesus? Que valorização qualitativa traz o Senhor ao nosso peregrinar quotidiano? Jesus, no evangelho de hoje, convida-nos a tomar consciência de que só acreditando n’Ele é que nos libertaremos dos nossos pecados, de uma existência condenada à frustração e à infelicidade, de tudo aquilo que nos (auto)destrói. Recusar Cristo é recusar a salvação, a vida plena que é Ele próprio. Se pensamos que a nossa existência seria a mesma coisa com ou sem Jesus, é porque ainda não descobrimos nem nos encontramos com Jesus. Na verdade, Ele é para cada um de nós “o que a primavera é para as flores.” (Giuseppe Centore) Na vida de cada verdadeiro crente, há um antes e um depois do encontro com Jesus. Um antes de orfandade e sem-sentido, na busca desenfreada de emoções que abafem o apelo à vida que late no nosso coração e que nos aprisionam nas malhas de um presente sem sentido. Um depois de amizade e cumplicidade, qual eterna dança do amor por entre os escolhos da vida, que nos abre as portas do futuro sonhado e prometido. Por isso mesmo, Jesus convida-nos a olhar para a sua cruz para descobrirmos a sua verdadeira identidade e acreditarmos n’Ele. “Se quisermos saber quem é Deus, devemos ajoelhar-nos aos pés da Cruz.” (J. Moltmann) A cruz de Jesus revela-nos o verdadeiro rosto de Deus: um Deus que não pede a morte de ninguém, mas que dá a sua vida aos outros e pelos outros; um Deus que não reclama vingança, mas que oferece o perdão; um Deus que não é indiferente, mas que comparte as nossas dores; um Deus que não desiste da humanidade, mas que sempre a atrai a si! Só o Deus Crucificado, omnipotência do Amor, é credível!

(Photo by Marcos Paulo Prado – Unsplash)

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