A fé não nasce da evidência

“O homem acreditou nas palavras que Jesus lhe tinha dito e pôs-se a caminho.” (Jo 4, 50)

No trecho do evangelho de hoje, Jesus alerta para o facto de “um profeta nunca ser apreciado na sua terra” e lamenta-se, porque “se não virdes sinais e prodígios, não acreditareis”. O evangelho deste dia convida-nos à constância e à fidelidade nas adversidades e a purificar as motivações do nosso encontro com Jesus. Quem tenta viver segundo as exigências do Evangelho e à luz da vontade de Deus, certamente que terá de enfrentar as críticas, a rejeição e, até, a maldade dos que se fecham à Palavra de Deus. Que fazer? Desistir? Acomodar a nossa vida às suas expectativas? Não! Devemos viver procurando a glória de Deus e não a nossa pequena glória pessoal, mais preocupados em cumprir a nossa missão do que em alcançar o beneplácito dos homens. Além disto, a nossa relação com Jesus não se deve basear na busca dos prodígios, da vã gloria e do sucesso, mas na fé, na entrega incondicional nas suas mãos. Por isso mesmo, temos tanto que aprender com o exemplo maravilhoso da fé do funcionário real. A fé leva-o a reconhecer que só Jesus o pode ajudar, por isso recorre a Ele. A fé abre-o às necessidades do outro, por suplica pelo outro. A fé não esmorece com a demora, por isso insiste e persiste. A fé não nasce da evidência, por isso, contra toda a esperança, confia na Palavra. A fé não é ponto de chegada, mas a possibilidade de iniciar um caminho de salvação. Este homem não acreditou porque viu a cura do filho, mas essa cura só aconteceu porque ele acreditou! E não aconteceu do modo que ele queria!

(Photo by Priscilla Du Preez – Unsplash)

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