Nossa Senhora das Dores

“Procuravam prendê-l’O, mas Ele escapou-Se das suas mãos».” (Jo 10, 39)

A incompreensão e a perseguição marcaram presença na vida de Jesus. O texto do evangelho de hoje é um desses momentos. Penso que as três atitudes que Cristo então assumiu nos podem ajudar a atravessar os desentendimentos que também marcam presença na nossa vida. A primeira atitude de Cristo foi enfrentar a contestação, tentando um diálogo com os seus adversários. De seguida, Cristo apresenta as razões, teóricas e práticas, do seu modo de agir, tentando ajudar os demais a abrirem-se à verdade. Contudo, ao ver que nada conseguia e que a violência aumentava, termina retirando-se; não fugindo, mas impedindo a violência. Por vezes, ganha o debate quem sabe retirar-se no momento oportuno. Esta sexta-feira da V Semana da Quaresma também é tradicionalmente atribuída à memória de Nossa Senhora das Dores. Na proximidade da Semana Santa, olhamos para a Mãe de Jesus, porque onde está um filho que sofre, está uma mãe que se compadece. Por isso mesmo, neste dia, nós, filhos de Maria – por dádiva de Cristo na cruz – que gememos e choramos neste vale de lágrimas, dirigimos o nosso olhar a Maria pedindo Àquela que conheceu a dor e o sofrimento que nos acolha no seu regaço de Mãe e esteja connosco nos nossos calvários quotidianos, contagiando-nos a sua fé e perseverança e ensinando-nos a fecundidade do sofrimento do Amor, porque as únicas dores aceitáveis são as dores da maternidade. Recordemos então as sete dores de Maria: 1) a profecia de Simeão; 2) a fuga para o Egipto; 3) a perda de Jesus em Jerusalém; 4) o encontro com Jesus a caminho do calvário; 5) Maria de pé junto da cruz; 6) Maria recebe o seu filho morto nos braços; 7) a sepultura de Jesus.

(Photo by Grant Whitty – Unsplash)

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