Passionista: bispo e mártir!

O Beato Eugénio Bossilkov nasceu Vicente a 16 de Novembro de 1900, em Belém do Danúbio, Bulgária. Os pais, camponeses pobres, educaram todos seus os filhos de acordo com a fé católica. 

Vicente (Eugénio), desde muito cedo, revelou grande inteligência e inclinação para ser sacerdote.  Depois de ter frequentado o seminário e ingressado na Congregação dos Missionários Passionistas em 1920. Fez o noviciado em Ere, na Bélgica, onde mudou o nome de Vicente, recebido no baptismo, pelo de Eugénio do Sagrado Coração. Esteve também noutras casas passionistas, como na Holanda, com a finalidade de terminar os estudos. Concluídos os estudos teológicos, foi ordenado sacerdote a 25 de Julho de 1926. Enviado para Roma, doutorou-se em Teologia no Pontifício Instituto Oriental no ano de 1932

Regressou à Bulgária em 1933, e, depois de vários anos de serviço pastoral como pároco em Russe e Bardarski-Gheran, foi consagrado bispo de Nicópolis em 1947. A eleição do Padre Eugénio, em 1947, para Bispo da Diocese de Russe, não foi surpresa; ele conhecia bem as necessidades dos fiéis e tinha capacidades extraordinárias e, por isso, era o homem certo para o momento importante, e ao mesmo tempo grave que o povo começava a atravessar.

A partir de 1944 a Bulgária passou a estar sob domínio comunista soviético que, começou a mover uma forte perseguição à Igreja Católica, tentando, a todo o custo, liquidá-la. Para isso decretou o encerramento de escolas, de orfanatos, de hospitais e de obras sociais orientadas por ordens monásticas; proibiu  as manifestações públicas de fé e os feriados religiosos; proibiu a obediência ao Santo Padre. 

Conhecido e amado em toda a Bulgária, veio a ser condenado à morte durante a perseguição estalinista contra a Igreja católicana Bulgária e foi fuzilado na prisão de Sófia a 11 de Novembro de 1952.

Foi declarado beato por S. João Paulo II, a 15 de Março de 1998, acrescentando que o bispo Bossilkov foi o “primeiro mártir do século XX da Europa de Leste”, condenado por se manter fiel à Igreja e ao Santo Padre.

Na mesma cerimónia, uma das sobrinhas de D. Eugénio Bossilkov ofereceu ao Pontífice Romano, como relíquia, um pedaço da camisa ensanguentada que o tio usava no momento da execução.

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