Seminário da Santa Cruz dos Missionários Passionistas
Avenida Fortunato Meneres, 47
Santa Maria da Feira, Portugal
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“Será como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção dos homens.” (Mt 20, 28)

Por vezes, andamos perto de Jesus, mas os nossos sentimentos não são os Seus. Quantas vezes estamos mais interessados em que Cristo aprove os caminhos e projetos que delineamos sem Ele do que em seguirmos Jesus até onde e da maneira que Ele nos quiser levar. O evangelho deste dia comprova como a vizinhança física não implica, por si mesmo, uma proximidade sentimental. Jesus, anunciando pela terceira vez a sua Paixão, deixa bem claro que o seu caminho é o caminho da cruz, não um caminho que termina na cruz, mas um caminho que passando pela cruz conduz à ressurreição. No entanto, os discípulos não entendem ou, pior do que isso, não querem entender esta lição de Jesus. Prova disto é o pedido da mãe dos filhos d Zebedeu. A um Jesus que fala de dádiva da vida, Tiago e de João manifestam o seu desejo de poder, dispondo-se aos sacrifícios necessários para o atingirem. Tal pedido gera a indignação dos outros discípulos, não porque reconhecem que a súplica daquela mãe está equivocada, mas porque também eles desejavam a glória e a grandeza humana. A sua indignação não nasce da defesa da justiça, mas da inveja e, por isso mesmo, gera a contenda entre os discípulos. A esta comunidade ameaçada pelos efeitos nefastos da ambição, Jesus, com toda a paciência, volta a ensinar o segredo da vida: o serviço. A exemplo do Mestre, a existência de cada discípulo deve ser uma pró-existência. Como Jesus, devemos colocar a nossa vida ao serviço da libertação dos ser humano. Seguir os passos do Senhor Jesus, melhor dizendo, o Senhor dos Passos é descobrir que os outros não existem para me servir, mas que a minha existência só tem sentido e se realiza no serviço ao próximo.

(Photo by Felix Koutchinski – Unsplash)