“José, seu esposo, que era justo.” (Mt 1, 19)
Todos conhecemos pessoas muito discretas, mas que fazem uma enorme diferença. Parece que não fazem nada, mas sem elas a nossa vida não seria a mesma coisa. S. José, esposo de Nossa Senhora e pai adotivo de Jesus, é uma dessas personagens. Nos evangelhos, não ouvimos uma palavra da boca de S. José. No entanto, ele faz a diferença: é o guardião dos primórdios da salvação. Foi com S. José que Jesus aprendeu a arte da vida e os valores da fé, do trabalho e da família. O evangelista Mateus delineia a figura de José com três traços que também deviam colorir a nossa vida: justo, sonhador e obediente. José é apresentado como o homem justo. Mas, o que é ser justo? Dar a cada um o que ele merece ou o que ele precisa? Olhando para S. José, descobrimos que a verdadeira justiça é ajustar-se aos planos de Deus. Além disto, no evangelho da infância de Mateus, José aparece sempre a sonhar. José é o homem dos sonhos, não dos seus pequenos sonhos, mas do grande sonho de Deus. A fé de José leva-o a encontrar, nas circunstâncias concretas da sua vida, a vontade de Deus. No entanto, José é também o homem obediente, aquele que depois de perscrutar os desígnios de Deus se apressa a realizá-los. Por isso mesmo, como reza um hino da Liturgia das Horas, “São José faz das mãos a sua glória: mãos que trabalham, mãos que rezam, mãos unidas, em plena doação à vontade divina e ao coração dos outros.” Nesta data, também celebramos o dia do pai. Qualquer indivíduo pode ser um progenitor, mas só um grande Homem poderá ser Pai. São José ensina-nos que a verdadeira paternidade não é a geração, mas o acolhimento, a defesa, o amparo, a educação que possibilitam a existência.
(Photo by Anton Mislawsky – Unsplash)
