Não é suficiente, saber de memória os “10 mandamentos”

“Aquele que praticar e ensinar os mandamentos será grande no reino dos Céus.” (Mt 5, 19)

Os preceitos da lei do Senhor, como nos recorda o livro do Deuteronómio, são manifestações de sabedoria, de prudência e da proximidade de Deus. No entanto, não basta um cumprimento formal e legalista das prescrições divinas. Não é suficiente, saber de memória os “10 mandamentos”. Por isso mesmo, Jesus, no evangelho deste dia, afirma que não veio anular a lei de Deus, mas levá-la à sua plenitude e “é no amor que está o pleno cumprimento da lei.” (Rm 13, 10) Cada mandamento é uma concretização do Amor. Por trás de cada preceito, mesmo que formulado negativamente, está um sim ao Amor. “Amar a Deus sobre todas as coisas” é um sim ao primado de Deus. “Não invocar o santo nome de Deus em vão” é um sim à verdadeira imagem de Deus, tantas vezes deformada com aquilo que os crentes dizem ou fazem. “Santificar os Domingos e Festas de Guarda” é um sim à gratidão para com o Deus que continuamente nos cria e recria. “Honrar pai e mãe” é um sim à família. “Não matar” é um sim à Vida. “Não cometer adultério” é um sim à fidelidade. “Não roubar” é um sim ao respeito pelo outro. “Não levantar falsos testemunhos” é um sim à integridade moral. “Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos” é um sim à pureza de intenções. “Não cobiçar as coisas alheias” é um sim à pobreza que liberta. No entanto, não basta reconhecer o valor da Lei de Deus. A Palavra divina mais do que gravada na mente tem de estar inscrita no coração e impregnar as nossas ações. É necessário um esforço quotidiano para cumpri-la e ensiná-la. Só assim seremos bons catequistas. Jesus deixa bem claro que os mandamentos, mais do que com a boca, ensinam-se com as ações concretas. Se as palavras vencem, só o exemplo convence.

(Photo by Timothy Eberly – Unsplash)

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