O que é que realmente conta na vida?

“Amarás o Senhor teu Deus [.. ] Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mc 12, 30-31)

A pergunta que o escriba do evangelho de hoje dirige a Jesus é a questão que trazemos dentro de nós: Qual é o primeiro de todos os mandamentos? O que é que realmente conta na vida? Jesus, citando o Antigo Testamento, responde que a essência da vida, o essencial é o amor, um amor a três: a Deus, ao próximo e a nós próprios. Amar a Deus é estabelecer com Ele uma relação afetiva e efetiva que sempre procura conhecê-lo melhor e a sua vontade. Amar o próximo não é fazer tudo o que o ele me pede, mas querer o seu bem e fazer esse bem acontecer. Amar-me a mim próprio é respeitar-me, cuidar-me e apostar no meu crescimento. No entanto, não basta saber estas coisas. Não é a simples inteligência de quem compreende que o amor é a essência da vida que constrói o Reino, mas o esforço concreto e diário por fazer do amor a lei da vida. Com efeito, o amor não é um sentimento nem um simples saber, mas uma decisão e um fazer. Como recorda Santo Inácio de Loiola, “O amor se deve pôr mais nas obras do que nas palavras.” A única vontade de Deus e o caminho da plena felicidade e autorrealização humana é o amor. Como nos recorda Sebastião da Gama, nós não temos muito que fazer, temos muito que amar. Amando, certamente que não vamos enriquecer nem descansar, pelo contrário vamo-nos desgastar, como uma vela que se consome para iluminar e aquecer. Mas é este amor que se entrega o sacrifício existencial, o culto agradável a Deus. Assim sendo, “ama e faz o que quiseres” (Santo Agostinho), porque “no entardecer da vida seremos julgados sobre o amor.” (São João da Cruz).

(Photo by Kiley Lawson – Unsplash)

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